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Com aula de história na Sapucaí, Mangueira é campeã do carnaval do Rio de Janeiro

POSTADO EM 06/03/2019 18:19:00 POR: VNOTÍCIA
Integrantes da Mangueira comemoram (Foto: Marcos Serra Lima)
Integrantes da Mangueira comemoram (Foto: Marcos Serra Lima)

 

A Mangueira se sagrou campeão do carnaval 2019 do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Mostrando as "páginas ausentes” da história do Brasil. A verde e rosa deu uma aula de história na Sapucaí, com destaque para heróis da resistência negros e índios, ao invés de personagens tradicionais das páginas de livros escolares.

 

O enredo “História pra ninar gente grande” foi assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira e contado em 24 alas e cinco alegorias. Em busca do título, a Mangueira exibiu uma bandeira do Brasil com as cores da escola no final do desfile.

 

"A gente passou a mensagem que a gente queria", comemorou a rainha de bateria Evelyn Bastos, destacando que a escola exaltou a história do povo negro.

 

 

Destaques do desfile da Mangueira

 

O segundo carro apresentou uma releitura do Monumento às Bandeiras, em São Paulo. A obra apareceu manchada de sangue, em referência à forma violenta com a qual os bandeirantes exploravam o Brasil.

 

Uma ala com passistas, a bateria e outras partes do desfile deram destaque às rebeliões e fugas de escravos.

 

O samba citou Marielle Franco, vereadora do PSOL morta a tiros em março do ano passado. A arquiteta Mônica Benício, viúva de Marielle, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) e o vereador Tarcísio Motta (PSOL) desfilaram à frente da última ala

 

Com 3.500 componentes, a escola verde e rosa apresentou heróis como o guerreiro Sepé Tiaraju, que tentou evitar o massacre dos guaranis pelas tropas de Portugal e da Espanha.

 

Foram recontadas batalhas entre índios e portugueses, com tribos dizimadas. Uma das alas mostrou os índios Cariris e sua luta para que o Nordeste não fosse invadido, em um conflito de mais de 50 anos.

 

Um grupo de musas da comunidade chamou a atenção por representar importantes mulheres negras, como Acotirene, matriarca do Quilombo dos Palmares, e Adelina Charuteira, da campanha contra a escravidão no Maranhão.

 

Outro momento de representação feminina foi um dos carros foi empurrado apenas por mulheres.

 

O quarto carro contou a história de Chico da Matilde. O jangadeiro negro lutou para impedir o embarque de escravos no Ceará e foi importante para abolição da escravidão na região.

 

As alas seguintes apresentaram caricaturas que caçoaram de Pedro Álvares Cabral (apresentado como presidiário) e Pedro I (montado em uma mula). Cheio de livros gigantes, o quinto carro da Mangueira simbolizou "A história que a história não conta", mais uma vez questionando as lições ensinadas nas escolas.

 

Veja fotos dos desfile d Mangueira (Fotos: Rodrigo Gorosito - G1)

 






 






 

Fonte: G1

 

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