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POLÍTICA

Secretário de Assistência Social de Presidente Kennedy é preso na Operação Rubi

Já em audiência de custódia, prefeita tem prisão em flagrante convertida em preventiva

POSTADO EM 11/05/2019 17:53:00 POR: VNOTÍCIA
Cumprimento de mandado de busca e apreensão no Sul do ES — Foto: Divulgação/MPES
Cumprimento de mandado de busca e apreensão no Sul do ES — Foto: Divulgação/MPES

O secretário de Assistência Social de Presidente Kennedy, Leandro Rainha, foi preso na manhã deste sábado (11) por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele é suspeito de participação no esquema criminoso de recebimento de propina para favorecer empresários em licitações de serviços prestados para a prefeitura do município.

 

Na quarta-feira (8), ainda na primeira fase da Operação Rubi, deflagrada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Leandro Rainha já havia sido encaminhado para prestar depoimento na delegacia da cidade. No entanto, após ser ouvido, ele foi liberado.

 

O secretário estava afastado do cargo desde a última quinta-feira (9) por decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

 

A Polícia Civil informou que a investigação está sob sigilo e não divulgou o motivo da prisão de Leandro Rainha. Ele está preso no Centro de Detenção Provisória de Marataízes.

 

Prefeita presa

 

A prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PSDB), também foi presa durante a Operação Rubi. Nesta sexta-feira (10), Amanda teve sua prisão em flagrante convertida para preventiva. A audiência de custódia foi presidia pelo desembargador Fernando Zardini.

 

Com a decisão da Justiça, Amanda Quinta permanece presa no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim até a realização da próxima audiência, que ainda não tem data para acontecer.

 

O desembargador também determinou que Amanda continue afastada do cargo de prefeita de Kennedy. O vice-prefeito Dorlei Fontão já assumiu a administração da cidade.

 

Defesa nega crime

 

O advogado de Amanda Quinta e do marido dela, José Augusto Rodrigues de Paiva, que também foi preso, declarou que não houve crime e nem flagrante durante a Operação Rubi. Altamiro Tadeu Frontino Sobreiro disse que a prefeita e o empresário investigado não estavam no mesmo local e nem tiveram contato um com o outro.

 

O advogado disse também que os recursos encontrados na residência de Amanda e José Augusto não têm relação com a investigação do Ministério Público do ES.

 

Operação Rubi

 

Amanda Quinta é uma das cinco pessoas que foram presas na Operação Rubi do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), deflagrada na quarta-feira (8) em cidades do Sul do Estado.

 

Segundo o MPES, Amanda foi presa em flagrante no momento em que participava de uma reunião com empresários e agentes públicos na casa dela, onde receberia propina.

 

Ainda segundo o MP, na casa de Amanda, no cômodo onde as pessoas participavam da reunião, estava uma mochila com mais de R$ 30 mil em dinheiro.

 

A Operação Rubi teve o objetivo de desarticular e colher provas referentes a uma organização criminosa que deu prejuízos aos cofres públicos em várias cidades da região Sul do Estado.

  

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de Amanda Quinta. Residências de investigados e dependências de órgãos públicos e de empresas suspeitas de integrar o esquema também foram procuradas por agentes do Gaeco.

 

O que apontam as investigações

 

Segundo o Ministério Público, as investigações colheram fortes indícios do envolvimento de agentes políticos e servidores municipais no recebimento de propina de empresários dos ramos de limpeza pública e transporte coletivo como contraprestação a benefícios financeiros em licitações e contratos e possível enriquecimento indevido dos envolvidos.

 

A partir de agora, a equipe responsável vai analisar documentos, computadores, dados colhidos durante a operação. Vai também ouvir, nas próximas semanas, depoimentos de investigados e testemunhas.

 

Ao todo, cinco membros do Ministério Público (um procurador de Justiça e quatro promotores de Justiça) coordenam os trabalhos, auxiliados por 22 agentes do Gaeco e por policiais militares.

 

Fonte: G1 ES

 

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