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Jovem de SFI que teve Covid-19 conhece o filho 40 dias após dar à luz

O bebê nasceu prematuro em parto de emergência no Hospital Plantadores de Cana

29/04/2021 às 14h29 | Atualizado: 29/04/2021 às 14h40

 

Quarenta dias após o parto, Ana Karolyna Nogueira, 20 anos, recuperada da Covid-19, pode conhecer o seu filho na Unidade Neonatal do Hospital Plantadores de Cana (HPC), Campos. Foi a primeira vez que ela viu o filho, mas  ainda não pode pegar o pequeno Miguel no colo, porque ele está sendo alimentado com leite materno através de uma sonda. Somente depois que o bebê ganhar peso, a mãe poderá segurá-lo no colo.

 

“Deus usou as mãos dos médicos para me curar. Tenho certeza que Deus usou eles para cuidar de mim. Deus fez em mim um milagre", disse Ana Karolyna afirmando que não espera a hora para segurar Miguel nos braços para se sentir mãe.

 

Ana Karolyna é moradora do município de São Francisco de Itabapoana. Ela chegou ao HPC com 29 semanas de gestação no dia 11 de março com sintomas da gripe, manifestados quatro dias antes. Segundo a equipe médica, já no dia seguinte o quadro de saúde agravou e Ana precisou ser levada para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, foi então que os médicos decidiram pela realização do parto cesariana. Após a cirurgia, o estado de saúde de Ana se agravou.  Ela apresentou insuficiência respiratória e  precisalou ser intubada. Ana foi acompanhada na UTI pelos médicos Hugo Francisco Valinho, Ednei Peixoto Rangel e Julliah  Fernandes Pereira.

 

A médica Julliah Fernandes Pereira estava de plantão no dia que a paciente, a quem se refere carinhosamente como "Carol",  foi internada e falou sobre como é gratificante vê-la curada. 

 

“Criei um laço de amizade com Carol. Para mim não existe fórmula melhor de cuidar. A gente  cuidou de Carol como filha, como esposa, como mãe. Ela melhorou muito com nossos cuidados”, afirmou a médica plantonista.

 

O médico Hugo Francisco Valinho lembra que a paciente chegou grave.

“Tivemos desfecho muito bom. A UTI é o local que tem mais recursos. É o setor que tira esses pacientes da gravidade. Ela é uma guerreira. A gente gosta de ver paciente graves voltando para casa”, disse.

 

“A gente fica muito feliz de participar desse momento. Ela foi um dos casos mais graves que a gente teve. Pelo estado dela,  a gente achou que ela não estaria mais viva, mas graças a Deus e aos esforços de toda a equipe isso não aconteceu”, completou o também médico Ednei Peixoto Rangel.                                                                   

 

Miguel nasceu com 1. 245kg , mas já ganhou peso. Nesta quarta já pesava 1.775 kg. Ele vai permanecer no Hospital até ganhar mais peso e poder ir para a casa.

 

Ascom - HPC

 

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