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Vídeo: Comerciantes e empresários de Campos protestam contra fechamento do comércio

06/04/2021 às 15h41 | Atualizado: 06/04/2021 às 16h12

 

Os comerciantes e empresários de Campos dos Goytacazes foram às ruas na manhã desta terça-feira, 06/04, para protestar contra o fechamento do comércio da cidade, por causa da pandemia de coronavírus.

 

O Grupo pede a liberação do funcionamento do comércio local.

 

O protesto reuniu representantes de vários segmentos que tiveram que paralisar atividades por conta fase vermelha.

 

A manifestação ocorreu em frente à sede da Prefeitura de Campos e na BR-101, onde já havia acontecido uma manifestação na segunda, 5.

 

A concentração dos manifestantes foi entre o Trevo do Índio e o Shopping Estrada interrompendo o tráfego em ambos as pistas, causando congestionamento no sentido Espírito Santo.

 

 

Os manifestantes cobraram uma flexibilização das restrições impostas pelo prefeito Wladimir Garotinho para que os prejuízos possam ser amenizados. Wladimir anunciou a prorrogação da vigência do lockdown na segunda, após reunião do Gabinete de Crise de Combate à Covid-19. O fechamento já se estende pela terceira semana.

 

Em entrevista ao site Terceira Via, de Campos, o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Roberto Escudini disse que o comércio não tem mais condições de honrar seus compromissos.

 

“Estamos há 15 dias parados. O comércio não tem mais condições de pagar os salários aos funcionários. E a gente está muito preocupado com o caos social que já está batendo nas nossas portas, com a quantidade de empresas que não vão mais reabrir, e a quantidade de pessoas que estão sendo demitidas. Esta semana, já tem muita gente perdendo suas vagas de trabalho por conta de todo esse problema criado”, diz Escudini.

 

 

Também ao referido site, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), Leonardo Castro, reconhece a gravidade da situação sanitária do Município, mas pede “alternativa para o comércio caminhar”.

 

“Neste ano a pandemia está mais agressiva, então tem que estudar outras medidas para amenizar, mas ao mesmo tempo, se a gente não morrer de Covid, a gente vai morrer de fome. Estamos pleiteando a abertura, mas com responsabilidade, porque se a gente esperar que a Saúde melhore, a gente vai ficar o ano inteiro fechado e o caos vai ser muito grande”, afirma Castro.

 

Empresário, Henrique Crespo pede sensibilidade ao Poder Público. “A gente não sabe mais o que fazer. A gente se solidariza e entende as dificuldades na área da saúde, a gente só não entende como que isso é causado pelo comércio. Está muito difícil e complicado pra gente. Estamos há mais de um ano tentando sobreviver e agora já sem condições de pagar”, questiona Crespo.

 

Em nota, a Prefeitura reiterou o momento difícil por que passa o Município no combate à pandemia do novo coronavírus e afirmou que o comércio está autorizado a trabalhar por meio de delivery.

 

Leia a íntegra da nota abaixo:

 

O município passa pelo pior momento no combate à Covid-19. A ocupação de leitos nas redes SUS e Particular é de 100% e existem 40 pessoas na fila à espera de um leito de Covid.

 

A prefeitura entende a preocupação dos comerciantes, e informa que a medida é necessária para evitar a circulação de pessoas nas ruas e, desta forma, reduzir a disseminação do vírus e o número alarmante de novos casos e de mortes.

 

Importante ressaltar que os comerciantes podem trabalhar com delivery, o que mantém o fluxo de vendas

 

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