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Estado

Ensino híbrido retorna em 41 municípios na próxima segunda-feira

Capital e outros 40 municípios fluminenses têm autorização para atividades pedagógicas presenciais

13/06/2021 às 10h22

 

Na próxima semana, de 14 a 18 de junho, as escolas estaduais de 41 municípios fluminenses terão aulas no modelo de ensino híbrido (presencial e remoto). Na capital, 259 unidades escolares têm autorização para o retorno. As demais cidades são: Niterói, São Gonçalo, Araruama, Areal, Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Barra Mansa, Belford Roxo, Cabo Frio, Carmo, Comendador Levy Gasparian, Engenheiro Paulo de Frontin, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Macaé, Magé, Mangaratiba, Maricá, Mendes, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paracambi, Paraíba do Sul, Petrópolis, Pinheiral, Porciúncula, Porto Real, Quissamã, Resende, Rio Bonito, Rio das Ostras, Santa Maria Madalena, São João de Meriti, Saquarema, Tanguá, Três Rios, Vassouras e Volta Redonda.

 

 

Nesses casos, as unidades escolares poderão oferecer atividades pedagógicas presenciais, conforme prevê a Resolução nº 5.930, publicada no dia 23 de abril, que estabeleceu protocolos e orientações complementares para o atendimento nas unidades escolares públicas e privadas do sistema estadual de ensino. Caberá aos responsáveis, ou alunos maiores de idade desses municípios, a opção pelo retorno presencial ou a permanência somente no ensino remoto.

 

 

As escolas deverão realizar as adequações necessárias ao seu plano de ação em vigor, de acordo com o planejamento alternativo previamente elaborado pelo estabelecimento de ensino. Caberá às direções a organização das atividades presenciais, observando a sua realidade, considerando o projeto pedagógico da unidade escolar, os docentes disponíveis, o distanciamento social e os protocolos sanitários.

 

 

As unidades das demais 51 cidades permanecerão com ensino exclusivamente remoto e funcionarão apenas para atividades administrativas, como a retirada de material pedagógico e do kit alimentação, além de entrega de documentos e matrícula de alunos.

 

 

De acordo com o documento, em caso de bandeiras vermelha e roxa, as unidades escolares da rede pública estadual funcionarão apenas para atividades administrativas, como a retirada de material pedagógico e do kit alimentação, além de entrega de documentos e matrícula de alunos. As aulas, nesses casos, acontecerão somente de forma remota.

 

 

Já a partir das bandeiras de risco laranja, amarela e verde, as escolas estaduais poderão desenvolver atividades pedagógicas com os estudantes que tenham interesse em frequentar aulas presenciais, mediante a capacidade física da unidade, em sistema de rodízio, respeitando as normas de distanciamento. Também deverá ser observado o seguinte percentual diário de funcionamento:

 

 

I - Ensino Fundamental:

 

1. De até 50% (cinquenta por cento) da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira laranja;

 

2. De até 75% (setenta e cinco por cento) da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira amarela;

 

3. De até 100% (cem por cento) da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira verde.

 

II - Ensino Médio:

 

1. De até 40% (quarenta por cento) da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira laranja;

 

2. De até 60% (sessenta por cento) da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira amarela;

 

3. De até 100% (cem por cento) da capacidade de atendimento da unidade escolar, no caso de bandeira verde.

 

Rede privada

 

As escolas particulares, vinculadas ao sistema estadual de Educação, deverão funcionar seguindo as normativas dos municípios em que estão localizadas, em respeito à autonomia federativa dos entes municipais para fins de instituir protocolos que visem evitar a propagação da Covid-19, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. Caberá às autoridades de saúde e de Vigilância Sanitária municipais fazer o acompanhamento e a fiscalização do cumprimento dos protocolos sanitários.

 

 

 

O que é educação híbrida?

Essa é uma metodologia na qual estudantes vivenciam o processo de aprendizagem por meio das modalidades presencial e à distância de forma integrada. Assim, esse procedimento une elementos tradicionais com ferramentas e dispositivos tecnológicos, o que resulta em uma educação mais completa e relevante para estudantes do século XXI.

 

Muito além de aulas com parte de uma turma acompanhando presencialmente e outra acompanhando virtualmente, essa metodologia tem diversos meios de ser aplicada. De modo geral, qualquer forma de interação que extrapole os limites da sala de aula e se dê no espaço virtual já pode ser considerado como um modelo híbrido.

 

Contudo, é importante compreender que, para que ocorra a metodologia, deve existir um planejamento no qual o real e o virtual sejam explorados de modo significativo. Isso quer dizer que não basta colocar um vídeo no ambiente on-line da escola se não houver um sentido aliado ao processo de aprendizado.

 

Por isso, compreender as nuances da educação híbrida é tão importante para que as aulas se tornem mais atrativas e façam sentido para a formação dos estudantes. Tendo isso em vista, escolas e profissionais da educação devem buscar informações que auxiliem na exploração integral das inúmeras possibilidades dessa metodologia.

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