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Polícia

Manifestação interdita BR-356 em protesto por acidente que matou casal Kaila e Leanderson

31/01/2026 às 16h18 | Atualizado: 31/01/2026 às 16h57

 

Amigos e familiares do casal Kaila Vitória Elias da Silva, 19 anos,  e Leanderson Conceição da Silva, 22,  promoveram, na manhã deste sábado 31, um protesto na BR-356, próximo a Caetá, em São João da Barra pelo acidente que matou o casal.

 

A manifestação interditou a rodovia com o objetivo cobrar justiça e responsabilização pelo acidente. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local da manifestação.

 

O protesto exibiu cartazes com pedidos por respostas das autoridades e pela apuração dos fatos. Kaila e Leanderson morreram na última terça feira 28, após a motocicleta em que estavam ser atingida por uma caminhonete conduzida pelo médico Sandiano Brum Mello, na BR-356, na localidade de Cajueiro.

 

Após o acidente, o médico foi socorrido, mas deixou a unidade hospitalar sem que tivesse de alta médica. O protesto acabou por volta das 10h20, momento em que a rodovia foi liberada.

 

Sandiano Brum Mello, de 48 anos, se apresentou à 145ª Delegacia de Polícia (DP) em São João da Barra (RJ) na manhã de sexta-feira, 30 e foi liberado após depoimento.  A apresentação na 145ª DP é parte dos procedimentos legais para investigar as circunstâncias da colisão e apurar as responsabilidades. 

 

Advogado divulga nota pública e diz que médico não estava embriagado e afirma que moto trafegava sem qualquer tipo de sinalização luminosa

 

O advogado de defesa do médico Sandiano Mello Brum, Rauph Lemos, divulgou uma nota pública na tarde desta sexta-feira (30). No documento a defesa afirma que o condutor do veículo também teria sido vítima da tragédia e que ele, o médico, tentou evitar o acidente.

 

Segundo a nota, o local seria ermo e sem iluminação pública adequada, e a motocicleta trafegava sem qualquer tipo de sinalização luminosa, o que teria contribuído para a colisão.

 

A defesa também classifica como “leviana” a afirmação de que o motorista estaria embriagado no momento do acidente, alegando não haver provas ou indícios que sustentem essa versão no inquérito policial. Ainda de acordo com o texto, a saída do condutor não registrada da unidade de saúde teria ocorrido por receio de represálias, já que, segundo a nota, ele estaria sendo ameaçado por populares desde o local do acidente.

 

A nota ressalta que o caso está sendo tratado como acidente de trânsito, podendo resultar em homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e pede cautela antes de qualquer julgamento antecipado, destacando a importância de aguardar a conclusão do processo legal. Confira a nota na íntegra:

 

 

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