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POLÍTICA

Suspeito de compra de votos Anthony Garotinho depõe em Campos

27/06/2017 às 19h05 | By: VNOTÍCIA

O ex-governador do Estado do Rio Anthony Garotinho (PR) chegou ao Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, por volta das 14h30 desta terça-feira (27) para prestar depoimento. Segundo as investigações da Polícia Federal na Operação Chequinho, ele é suspeito de comandar um esquema de compra de votos nas eleições de 2016 em Campos.


Segundo o juiz responsável pelo caso, Ralph Manhães, a presença do político na audiência desta terça era obrigatória. De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), o esquema trocava votos pela inclusão de famílias no programa social Cheque Cidadão, que oferece um benefício mensal de R$ 200. Na época, Garotinho era secretário de Governo da Prefeitura de Campos.


Garotinho chegou ao fórum acompanhado da esposa Rosinha Garotinho(PR), ex-prefeita de Campos. A segurança ao redor do prédio foi reforçada com viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal. Correligionários e militantes políticos aguardavam a chegada de Garotinho. Um dos militantes chegou a ser algemado pela PM, mas logo foi liberado.


Em nota enviada ao G1, Garotinho afirmou que não existe nenhuma prova sobre seu envolvimento no caso e que o processo é "somente perseguição política".

 

Prisão em 2016


 

Em 16 novembro do ano passado, Anthony Garotinho foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ele chegou a passar uma noite no presídio em Bangu, mas foi solto no dia seguinte.


No dia 24 de novembro de 2016, o TSE concedeu habeas corpus a Garotinho para substituir a prisão preventiva decretada por medidas cautelares. Na ocasião, os ministros disseram que a prisão preventiva de Garotinho, determinada pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos, não se sustentava legalmente.


 

Operação Chequinho


 

A Operação Chequinho investiga um esquema de compra de votos em Campos, que segundo o Ministério Público Eleitoral usava o programa social Cheque Cidadão. Vereadores, servidores públicos e eleitores chegaram a ser presos, mas todos já foram soltos.

Fonte: G1 Norte Fluminense

 


 

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