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País e Mundo

Irã confirma morte de presidente em acidente de helicóptero

Outras oito pessoas estavam na aeronave, incluindo o ministro das Relações Exteriores do país, Hossein Amir Abdollahian

20/05/2024 às 11h26

 

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, e seu ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, morreram em um acidente de helicóptero no nordeste do país, anunciou o governo nesta segunda-feira (20).

 

O guia supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, designou nesta segunda o primeiro vice-presidente, Mohammad Mokhber, como presidente interino e anunciou cinco dias de luto.

 

A morte de Raisi, 63 anos, abre um período de incerteza política no Irã, um país muito influente no Oriente Médio, no momento em que a região é abalada pela guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo terrorista Hamas, grupo islamista aliado da República Islâmica.

 

O helicóptero em que Raisi viajava desapareceu na tarde de domingo, quando sobrevoava uma região montanhosa do Irã em condições meteorológicas difíceis, com chuva e uma neblina intensa.

 

Além do presidente, entre os passageiros do helicóptero estavam o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, 60 anos, o governador da província do Azerbaijão Oriental, o principal ímã da região, o chefe de segurança do presidente e três integrantes da tripulação.

 

As equipes de emergência recuperaram os corpos dos passageiros na manhã desta segunda-feira. "Estamos transportando os corpos dos mártires para Tabriz", uma grande cidade do noroeste do país, anunciou o Crescente Vermelho.

 

A situação foi acompanhada de perto pela comunidade internacional, em particular por Estados Unidos, Rússia, China e países vizinhos.

O falecido presidente estava na lista do governo dos Estados Unidos de autoridades iranianas objetos de sanções por "cumplicidade em graves violações dos direitos humanos", acusações rejeitadas por Teerã.

 

“COMITÊ DA MORTE” Em 1988, o iraniano fez parte do apelidado “comitê da morte”, que supervisionou execuções em massa de prisioneiros políticos e dissidentes. O número exato de mortes é desconhecido. A estimativa é de 2.800 a 3.800. Em 1994, Raisi foi nomeado chefe da Organização Geral de Inspeção do Irã. Ocupou a função até 2004. Ele também atuou como vice-chefe do Judiciário de 2004 a 2014....

 

Fontes: O Dia e Poder 360

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